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Por que arriscar mesmo com medo?

Você não vai acreditar, mas eu tenho medo de falar em público. Sim, é verdade! E por que arrisco, mesmo com medo?

Neste artigo e vídeo eu quero ajudar você a entender que o medo não é para nos parar, mas sim para sinalizar possíveis perigos. Leia até o final e comente se fez sentido para você. Compartilhe com um amigo ou familiar que também precisa arriscar mais, mesmo que ele tenha medo.

  • O que é o medo para você? Como você o expressa?
  • Não tenha medo de ter medo
  • Viva com ousadia
  • Não era uma cobra, mas o que era?
  • Coragem não é ausência de medo

O que é o medo para você? Como você o expressa?

É sempre importante sabermos nos observar e nos permitir o sentimento de todas as nossas emoções. Quando eu lhe pergunto: o que é o medo para você? Antes de responder RESPIRE, OBSERVE e SINTA.

Medo de quê? Quais são realmente os seus medos? O que eles fazem você sentir? Como esses seus medos se expressam no seu corpo? Dor na cabeça, tensão muscular, tremor nas pernas, sudorese nas mãos, coração acelerado, boca seca, nó na garganta? Você tem vontade de chorar? Gritar? Correr? Pedir ajuda? Parar? Esconder-se?

Observe e sinta!!!!

Eu tenho medo de falar em público. Tenho medo de errar e falhar com as pessoas, de decepcionar. Eu tenho medo de pessoas más. Medo de dívidas. Medo das consequências de escolhas que faço. Tenho medo de como a morte virá. Tenho medo também de minhocas, lagartas e cobras.

E você? Quais são os seus medos? Liste-os e depois descreva como você os expressa, o que sente e o que eles sinalizam para você! Onde e como começam esses medos? Ao identificá-los pergunte a si mesmo: “É necessário o medo que está sentindo agora? ”

Não tenha medo de ter medo

Adoro essa frase: “NÃO TENHA MEDO DE TER MEDO”.

Sentir medo é natural. Ele vem principalmente do desconhecido. Eu não sei o que está acontecendo com você nesse momento, mas é preciso conscientizar-se que a vida é incerta, com risos e exposição de nossas emoções. Não há nada seguro neste mundo, nada que eu possa ter e dizer que vai ser sempre assim. Esse controle não existe. A vida é movimento e transformação.

A nossa mente é algo surpreendente! Ao mesmo tempo que os pensamentos nos acalmam e despertam com lances de sabedoria, às vezes são mais perigosos do que cobras venenosas. Eles trazem o medo à tona…

São muitos os medos que nos circundam. Medo de trovão e raios, medo da perda material ou de entes queridos, medo do meu time de futebol do coração ser derrotado, medo das doenças, do covid-19, da “não” cura. Medo do tratamento ao qual está sendo submetido não dar certo. Tem o medo da própria morte ou da morte daquele que se ama, medo de não ser compromissado e até mesmo de não poder ir àquela festa que tanto desejou. Mas é bom ter em mente que o medo passa, assim como todas as nossas emoções. Como tudo na vida!

O que fazer, então? Que tal, enfrentar nossos medos de queixo erguido?

Viva com ousadia

O que significa viver com ousadia?

Antes de responder a você essa pergunta leia esse trecho do discurso do ex-presidente americano, Theodore Roosevelt:

“Não é o crítico que importa; nem aquele que aponta onde foi que o homem tropeçou ou como o autor das façanhas poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está por inteiro na arena da vida, cujo rosto está manchado de poeira, suor e sangue; que luta bravamente; que erra, que decepciona, porque não há esforço sem erros e decepções; mas que, na verdade, se empenha em seus feitos; que conhece o entusiasmo, as grandes paixões; que se entrega a uma causa digna; que, na melhor das hipóteses, conhece no final o triunfo da grande conquista e que, na pior, se fracassar, ao menos fracassa ousando grandemente”. – Esse é um trecho do discurso “Cidadania em uma República” (ou “O Homem na Arena”), proferido na Sorbonne, em Paris, 23 de abril de 1910, por Theodore Roosevelt, ex-presidente dos EUA

Theodore Roosevelt

Acho esse trecho do discurso surreal. Ele fala tão abertamente sobre o que é a vulnerabilidade. Vulnerabilidade não é conhecer vitórias ou derrotas; é compreender a necessidade de ambas, e é se envolver e se entregar por inteiro, mesmo com medo.

Então, o que significa viver com ousadia?

Nenhum de nossos objetivos podem ser plenamente alcançados até que aceitemos quem realmente somos e abracemos nossas inseguranças, medos e dúvidas. E quantas pessoas acreditam no mito de que ser vulnerável é ser fraco. Isso não é verdade! A vulnerabilidade não é fraqueza. Vulnerabilidade é incertezas, riscos e exposição emocional que devemos enfrentar todos os dias, pois não é opcional.

Todos os dias temos escolhas a fazer. Ouse ser quem você é! Pois, a nossa maior escolha é o compromisso. Comprometermos com a nossa vulnerabilidade determina o alcance de nossa coragem e clareza do nosso propósito, comenta Brené Brown, a cientista social da Universidade de Houston, no Texas, e autora do livro best-seller, “A Coragem de Ser Imperfeito” (2012). Brené ainda afirma que o nível em que nos protegemos de ficarmos vulneráveis é uma medida do nosso medo e de nosso isolamento em relação a vida.

Ousar viver e ousar ser você é comprometer-se com a nossa vulnerabilidade.

Não era uma cobra, mas o que era?

É preciso falar do medo! O medo é necessário, ele nos protege. Ele nos deixa em sinal de alerta. Os sentidos ficam todos em prontidão e acionados em alerta total.

O medo é importante para a nossa sobrevivência! A ausência do medo pode nos deixar em perigo.

Tudo precisa de uma dose certa. Assim também ocorre com o medo. Se você tem pânico, você precisa de ajuda. Se o seu medo está em nível de você querer parar, isolar-se, isso é sinal de que a sua vida já está ficando comprometida. Pare aqui!!! Deixe de ler esse artigo e busque por ajuda de profissionais da saúde, como médicos e psicólogos.

Cada um de nós tem medos diferentes. É preciso buscar lidar com cada um deles e reconhecendo o que eles querem sinalizar a você.

Uma história interessante contada por Buda, diz que um home foi hospedar-se em um quarto para passar a noite. Ao apagar as luzes e deixar a janela aberta, tendo apenas a luz da lua iluminando o aposento, o homem viu uma enorme cobra no quarto em posição de ataque. Ele ficou apavorado e com muito medo. Esse homem passou toda a noite paralisado e com medo de ser atacado pela cobra. Quando amanheceu, a luz do sol iluminou todo o quarto e o homem viu que não era uma cobra, mas sim um galho.

Se ele tivesse se movido, mesmo com medo, arriscado a ir acender a luz, ele teria se certificado que aquela “sombra” não era uma cobra e teria dormido toda a noite.

Nesta história, do medo que o fez acreditar que via uma cobra. Assim somos nós, em algumas ocasiões! Muitas vezes temos medo do que não vemos com clareza, do desconhecido. É preciso ver sempre com mais clareza. Isso sempre irá afastar o medo e nos fazer ter sempre algumas estratégias melhores.

Não conviva com o que é assustador para você. Busque sempre pela clareza e pela verdade. “Acenda” a luz.

Coragem não é ausência de medo

Aprendi que a coragem não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que conquista esse medo.

Nelson Mandela “Long Walk to Freedom”, 1995.

Muitas vezes eu penso. Será que realmente ajudamos alguém quando a incentivamos a não dar importância para o medo que tem?

Eu tenho questionado se realmente ajuda. Precisamos lembrar que cada um de nós é único, em todos os sentidos. A experiência vivida por outra pessoa nunca será a mesma conosco. O que se aplica ao medo que sentimos de várias coisas. Somos semelhantes, mas não iguais.

Então é muito importante saber que, às vezes, vamos falar com um amigo para não ter medo, sem compreender a história dele com esse medo. Eu tenho aprendido que a melhor opção é ouvir. Assim poderemos ajudar mais a esse amigo, e descobrir sobre o que é o medo dele, o que esse medo tem feito e como ele mesmo pode fazer para “acender a luz” e ter mais clareza daquilo que o tem feito sentir medo. É sempre bom compreender que somos distintos e respondemos ao meio de maneiras diferentes.

E ao compreendermos que devemos ir mesmo com medo começamos a compreender que a coragem não é ausência de medo.

Ter coragem vai sempre exigir de nós a busca por mais conhecimento, crescimento e evolução, para termos mais clareza e assim mais confiança. À medida que aprendemos mais de um assunto ou técnica diminui-se o medo, porque aumentamos o nosso conhecimento sobre aquilo que nos aflige e, consequentemente, a nossa confiança. Por exemplo, tudo que você faz pela primeira vez gera certo medo e desconforto, mas à medida que você aprende mais sobre aquilo a sua confiança aumenta, o que faz diminuir o medo a aumentar a coragem.

Fez sentido para você?

Bem, às vezes esperar o medo passa não é uma boa escolha, pois ele não passa. Então fica umas dicas pessoais:

  1. Faça, apesar do medo
  2. Busque por conhecimento
  3. Tenha compromisso
  4. Ouse ser você

Agora me responda com sinceridade: o que precisa ACONTECER para você ter coragem de…?

  • -Mudar de emprego
  • Mudar de cidade
  • Sair desse relacionamento tóxico
  • Sai desse ciclo vicioso de dívidas
  • Começar um novo projeto
  • Emagrecer

Liste as suas respostas, faça que cada ação seja especifica e tangível, com datas e prazos para acontecerem.

Por que arriscar mesmo com medo?

Porque você é muito maior do que imagina e você é um projeto que nasceu para dar certo.

Se fez sentido para você e se esse artigo pode ajudar alguém que você conhece, então compartilhe e vamos arriscar mesmo com medo.

Um grande abraço para você.

https://www.youtube.com/watch?v=4Bzl0pMEIik